26 de jul de 2015

Galo 1 x 0 Figueirense - Crônica e avaliação dos jogadores

  Com descreveu o Rica Perrone (não gosto dele, mas quando escreve sobre o Galo ele é certeiro e verdadeiro), o Galo transformou um jogo sem graça entre o líder e um time que briga contra o rebaixamento em um jogaço, digno de mata mata. 

  O Galo começou em cima, e se atirou ao ataque até achar seu gol. Subiu as linhas defensivas e se jogou em busca do gol. Tática e pensamento correto contra um adversário que veio para tentar um empate. O problema do Galo começou quando o adversário sentiu o campo de defesa do Galo aberto e se jogou em contra ataques perigosos, mas o primeiro tempo foi do Victor. Goleiro que acaba de renovar por mais 4 anos, fez defesas milagrosas, dignas de Santo, ou melhor, de Victor. 

  Galo não se encontrou no ataque no primeiro tempo, e o segundo não foi diferente, mas em uma bela jogada pela direita, Marcos Rocha foi inteligente e esperou o toque do infeliz zagueiro do Figueirense, que resultou em pênalti. Dessa vez, Lucas Pratto bateu e converteu. 

  Após o gol o Galo não segurou o impeto, e poucos minutos depois o Galo teve a chance do segundo gol, mas Guilherme desperdiçou. Guilherme aliás que entrou pra definir o jogo, estava afobado e com vontade de provar que merece ser titular, e apesar do péssimo jogo do Dátolo, Guilherme não conseguiu fazer melhor. Errou passes, lançamentos, domínio de bola e um gol feito, acabou ao mesmo nível do concorrente. 

  Galo se complicou nos passes, não conseguia segurar a bola e com isso o Figueirense cresceu, teve volume de jogo, mas não chegou a chutar em gol. Após a entrada do Cárdenas, o Galo foi outro, controlou mais a bola, prendeu ela e deu uma segurada no adversário. Ele trouce a tranquilidade que o meio campo precisava, tudo aquilo que o Levir não quer no time titular. Levir quer impeto, jogador agressivo e que parte pra cima. Pois após conseguir os gols é que o Cárdenas aparece. Cadencia e segura o jogo. Equilibra o time e acelera o jogo quando bem entender. Se pudéssemos unir a agressividade do Guilherme com lançamentos e passes rápidos, e a cadência do Cárdenas, teríamos o Ronaldinho (dada as devidas proporções de futebol, falando apenas em controlar o jogo, acelerando e esfriando). 

  Se em um jogo o Guilherme pode entrar e virar o jogo, partindo pra cima dos adversários, em outros o Cárdenas pode segurar uma vitória, reduzindo a agressividade do adversário e equilibrando o time. Elenco em pontos corridos é fundamental, e torcemos para que o Levir consiga não só montar um time com as peças que restaram, mas que controle a vaidade dos jogadores e que os façam se sentir importantes ao longo do campeonato que não está nem na metade. 
  
  Vaidade aqui não, aqui é Galo!!

Victor (7,5): Bastante exigido, foi seguro e salvou o Galo no primeiro tempo. 

Marcos Rocha (6,5): Voltando aos poucos de lesão e sem o mesmo ritmo dos demais, Marcos foi bem, apareceu bastante ao ataque e ainda foi inteligente para cavar um pênalti. Mas ainda precisa de ritmo para voltar a marcar e roubar mais bolas. Marcos ainda está dando bastante espaço em suas costas e com mais jogos vai readquirir forma e confiança, além de posicionamento e entrosamento com os companheiros. 

Leo Silva (7,0): Apesar de errar passes bobos e tocar "na fogueira" para os companheiros, Leo foi o melhor defensor do Galo, ganhando por baixo e por cima nas jogadas de ataque do Figueirense. E junto com seu companheiro de zaga, foi eficaz na cobertura dos laterais.

Jemerson (6,5): Pecou na saída de bola, mas soube se sobressair frente aos atacantes adversários. Ganhou várias bolas pelo ar e afastou bem o perigo. 

Douglas Santos (6,5): Não tão bem quanto em outros jogos, Douglas pecou bastante nos cruzamentos, mas foi bem na parte defensiva.  

Rafael Carioca (6,5): Não errou passes cruciais, mas no primeiro tempo não conseguiu levar a bola ao ataque com qualidade. A maioria dos passes foi recuos diretos para Victor, ou toques pros laterais.No segundo tempo cresceu, mas não conseguiu dominar a bola que bate na zaga, tendo a equipe adversária conseguido se aproveitar dessas bolas para dar uma pressão no fim do jogo. Não comprometeu e se saiu bem nas roubadas de bola.

Leandro Donizete (7,0): Conseguiu, no segundo tempo, dar aos laterais, a liberdade para atacar. Foi um verdadeiro cão de guarda e levantou a torcida em vários lances. 

Giovanni Augusto (6,5): Foi bem como em outros jogos, mas não conseguiu ser decisivo. Fez mais do mesmo, mas sem consequências de gol. 


Dátolo (5,5): Infelizmente pro time, e pra alegria dos que querem apenas estarem certos, Dátolo foi péssimo jogando como ponta esquerda. 



Thiago Ribeiro (6,5): Foi bem, posicionou-se bem, mas pecou nos cruzamentos


Pratto (8,0): Duas bolas na trave e um gol de pênalti. Isso só não diz o que foi o Pratto no jogo. Bem posicionado e ainda jogando como segundo atacante no segundo tempo, foi bem demais o agora maior artilheiro estrangeiro do Galo. 

Imagem: sougalo.com.br


Substitutos:

Carlos (6,5): Dessa vez entrou bem, jogou como atacante e não homem de área. Fez a bola chegar e ajudou o Galo a segurar o adversário.

Cárdenas (7,0): Entrou bem mais uma vez. Cadenciou o jogo, acelerou quando deveria e controlou o meio de campo que até então estava perdido no jogo. 

Guilherme (6,0): Que sempre cobra ser titular, mas quando vem entrando não corre ou briga pelo time. Tentou ser decisivo, mas parecia um juvenil, perdendo ótimos lances por querer dar assistências. Perdeu um gol feito e saiu frustado com o que apresentou. 




21 de jul de 2015

Parcial 4 - Prêmio blog Galo de Prata

Mais rodadas se passaram e o time do Galo continua na liderança. O bom momento do time se deve a alguns jogadores regulares e a alguns jogadores que variaram e fizeram excelentes jogos e outros nem tão bons assim. Esse equilíbrio podemos conferir nas notas médias dadas aos jogadores, rodada a rodada. Em um campeonato de regularidade, esses jogadores regulares como Douglas Santos, Carioca, Victor, Jemerson e Léo Silva são os pilares da equipe. Mas para se ter sucesso mesmo é sempre bom a mistura desses jogadores com os decisivos, como Pratto, Maicosuel, Patric e Thiago Ribeiro, que fazem bons jogos e outros nem tanto, mas quando a coisa aperta eles decidem. 

É essa mescla que devemos manter para conquistar o nosso segundo Brasileiro, após longos anos. O time está pronto, e apesar do elenco não ser numeroso, parece ser bem regular. E como nosso prêmio é para o jogador mais regular do time e não o maestro ou craque do time, confira as notas médias dos jogadores até aqui. Você também pode ver as notas jogo a jogo, clicando aqui.

Goleiro:

Victor: 6,46 (13 jogos)

Zagueiros:

Leo Silva: 6,91 (12 jogos)

Jemerson: 6,96 (13 jogos)

Edcarlos: 7,00 (1 jogo)*


Lateral Direito:

Patric: 6,78 (7 jogos)

Carlos César: 6,7 (5 jogos)

Marcos Rocha: 6,00 (1 jogo)*

Lateral Esquerdo:

Douglas Santos:  6,58 (13 jogos)

Pedro Botelho: 6,00 (1 jogo)*

Volante:

Rafael Carioca: 6,92 (13 jogos)

Leandro Donizete: 6,67 (9 jogos)

Josué: 6,4 (5 jogos)

Danilo Pires: 6,5 (1 jogo)*

Meias:

Dátolo: 6,57 (7 jogos)

Giovanni Augusto: 6,65 (13 jogos)

Guilherme: 6,30 (5 jogos)

Maicosuel: 6,75 (10 jogos)

Dodo: 6,25 (2 jogos)*

Cardenas: 6,17 (3 jogos)*

Atacantes:

Carlos: 6,3 (10 jogos)

Luan: 7,28 (7 jogos)

Pratto: 6,77 (13 jogos)

Thiago Ribeiro: 6,69 (13 jogos)


* Não atingiu o número de jogos necessários para brigar pelo prêmio. É necessários ter jogado 1/3 dos jogos. Até o 
momento (4 jogos)

Imagem: Luiz Costa/Hoje em Dia


Os 11 ideais:

Victor, Patric, Leo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Carioca, Donizete, Giovanni Augusto, Maicosuel, Luan e Pratto.

O Top 3:

1º -  Luan

2º - Jemerson

3º - Rafael Carioca


20 de jul de 2015

Galo 0 x 1 Corinthians - Crônica, saída e avaliação dos jogadores

  Conversando com amigos depois do jogo contra o Joinville, meu pensamento era de vencer todos os adversários fáceis e não perder pontos em casa. Uma eventual derrota só seria aceitável em uma guerra contra um time forte. Pois então, perdemos para o vice líder em um jogo onde a derrota veio em nossos inúmeros erros apesar de uma boa partida. 

  Enfim, boa partida do Galo e fora de casa contra o atual vice líder. Nada de pânico, mas nada de acomodar. Campeonato é longo e ainda só jogamos 1/3. Após 4 vitórias seguidas fora de casa (Avaí, Fla, Inter e Ponte Preta), Galo enfim perde uma. Em um jogo muito parecido com a derrota para o Atlético-PR, onde o Galo teve mais volume e mais de tudo contra a equipe da casa (posse, finalizações, escanteio, roubadas de bola, passes, etc). Mas isso não foi suficiente para vencer, pois a equipe não teve a mesma eficiência que vinha tendo no ataque. Time entrou em campo e com poucos minutos já dominava as ações, mas o destaque do primeiro tempo foram as falhas individuais da defesa. Em vários lances Victor ou Jemerson salvaram, mas em um contra ataque rápido e com os laterias avançados, o Galo sofreu o gol. 

  Segundo tempo o jogo foi outro. Victor não fez defesa, Corinthians não passou do meio campo. A defesa foi corrigida, mas  o ataque continuou perdendo gols. 45 minutos de pressão e bola fora. Walter, goleiro reserva dos gambás saiu como herói, porque sozinho parou o Galo, que na verdade, perdeu para ele mesmo. 


Sobre saídas. Elenco nesse momento está fraco sim, frágil do meio pra frente. É necessário entendimento de comissão técnica e direção para que os nomes certos apareçam. Mas em uma troca envolvendo Maicosuel por Douglas Santos e Carioca, o Galo sai ganhando. O empréstimo do Mago nos renderá mais da matade pelo que foi pago por ele, e ainda nos da a grana necessária para pagar as primeiras parcelas desses jogadores. 

Sobre os adversários. Nada de pânico, apesar de vários concorrentes, o Galo ainda tem time para seguir brigando no topo. A exceção de Palmeiras e São Paulo, nenhum outro time no Brasil possui várias opções para um mesmo setor. E digo ainda que em relação a defesa, o Galo possui mais opções que esses dois times, que levam vantagem em relação ao nosso ataque, até mesmo o titular. Mas o Galo tem o fator treinador, que com experiência e humildade, sabe gerir um grupo dentro e fora de campo e que no fim, pode fazer a diferença.  



Victor (6,5): Foi bem quando exigido, mas não teve culpa no gol sofrido.

Marcos Rocha (6,0): Voltando de lesão, Rocha sofreu ao enfrentar um time mais compacto e com boa saída pelo lado esquerdo. Não teve fôlego para voltar em vários lances e acabamos sofrendo gol em um desses lances.

Leo Silva (6,0): Aparentemente fora de sintonia e com passes displicentes, Leo acabou entregando várias bolas nos pés dos adversários, mas não resultaram em gol. Infelizmente no gol sofrido, não conseguiu acompanhar o atacante, perdendo na corrida ao tentar fechar o espaço dado pelo Rocha.

Jemerson (7,0): Em vários erros do companheiro, foi Jemerson que salvou o Galo de levar gols.

Douglas Santos (6,5): Jogou até bem, sabendo dosar as subidas ao ataque e a marcação junto ao Fagner. Segundo tempo tranquilo na marcação porque o adversário não atacou pelo seu lado. 

Rafael Carioca (7.0): Jogou bem mais uma vez, marcou bem e saiu jogando. Deu bons passes e no segundo tempo foi o cara na ligação entre meio campo e a defesa.

Leandro Donizete (6,5): com e mesma pegada do companheiro, Leandro jogou muito bem e mostrou que o esquema com dois volantes não deixa o time menos ofensivo.

Giovanni Augusto (7,5): Melhor em campo entre os dois times. Giovanni foi o cara das armações como deve ser e só não fez o gol de empate porque a trave não ajudou. Em outros lances, distribuiu ótimos passes, mas que não foram bem aproveitados. No fim do jogo, errou uma chance clara, após lançamento do Cárdenas.

Luan (6,5): Nem deu tempo de ver o Luan mostrar serviço. Um jogo após a sua volta, ele se choca com o goleiro e sai de campo lesionado.

Thiago Ribeiro (6,5): Participativo e criativo, Thiago tentou mas não foi feliz nas jogadas.

Pratto (6,0): Péssimo jogo do urso, que recebeu várias bolas para finalizar, mas que não conseguiu concluir no gol. Dessa vez, não foi decisivo e pesou no resultado.

Foto: Bruno Cantini (retirada do site lancenet.com.br)


Substitutos:

Carlos (6,0): Como venho falado em todos os jogos, Carlos jogando como ponta é como ver Danilinho de zagueiro. Péssimo.

Cárdenas (6,5): Entrou bem mais uma vez e deu 3 ótimos passes que não foram aproveitados. Poderia ter saído como herói, mas infelizmente seu estilo de jogo depende do bom rendimento de seus companheiros.

Guilherme (6,0): Que sempre cobra ser titular, mas quando vem entrando não corre ou briga pelo time. Parece insatisfeito e por isso não tem sido escalado com frequência.

14 de jul de 2015

Entrevista Especial - Giovanni Augusto e a volta por cima

Fala Massa!! Esse ano voltamos com tudo. Além do Premio blog Galo de Prata, agora tem a volta das entrevistas. Estas que já foram realizadas com outros jovens jogadores de clube. Alguns se profissionalizaram, outro seguiram caminho fora do clube e um se tornou ídolo da torcida. Hoje é a vez de um jogador que teve um início de ano conturbado por causa de um imbróglio judicial, mas que hoje vive seu melhor momento no clube. 'Camisa 10' e dono do meio de campo, Giovanni vem crescendo de produção e levou o Galo a liderança do brasileirão. 

Confira o nosso bate papo com o atual camisa 14 do Galo. 


Você chegou ao Galo em 2008, e com um ano de clube já subiu para os profissionais. Acha que esse pouco tempo o prejudicou?

Pelo contrário. Acho que quanto mais cedo o jogador chega ao profissional mais ele vai aprender. E foi o que aconteceu comigo. Eu pude conviver com grandes jogadores e com certeza eu aprendi muitas coisas só de estar ali trabalhando com eles.

Quando você começou no Atlético tinha muito potencial. Acha que a saída do Luxemburgo foi o que fez com que você fosse emprestado?

A verdade que eu fui emprestado logo após o título do campeonato mineiro 2010,e o que me falaram foi que o Luxemburgo achou que eu deveria sair para pegar mais experiência e acabei acertando com o Náutico onde fiz uma série B muito boa.

Sobre as suas últimas temporadas jogando por outra equipe, o que você trouxe de aprendizado?

Sem dúvidas dar valor em tudo aquilo que o Atlético nos oferece para trabalharmos. Hoje eu afirmo que trabalho num dos melhores clubes do país e isso nos motiva ainda mais para todos os dias ir trabalhar com a maior alegria.

No ano passado você ficou conhecido no Brasil inteiro por marcar o primeiro gol da Arena Corinthians. O que mudou na sua carreira depois disso?

Foi um gol muito especial. O gol mais importante da minha vida até o momento. Com certeza fiquei mais conhecido e isso me trouxe confiança pra continuar trabalhando e buscando sempre realizar o meu sonho que é chegar na Seleção Brasileira.

Como é o relacionamento com os companheiros e com a comissão técnica do clube?

O melhor possível. Desde quando cheguei, no início do ano, todos me receberam muito bem. Mesmo tendo um imbróglio no clube nunca vi ninguém me tratar mal. Então posso falar que estou em casa e muito feliz.

Em meio ao imbróglio judicial, você chegou a conversar com o Maluf ou o Presidente sobre os motivos que o levaram a isso?

Conversei só com o Maluf.

Além da decisão judicial, o que te fez ficar e não ser emprestado, como por exemplo, ao Santos que demonstrou interesse em você esse ano ?

Muitas coisas me fizeram ficar. O momento que o clube se encontra hoje, que com certeza irá brigar por títulos em todos os campeonatos que for disputar. O grupo, que  é muito qualificado. São jogadores experientes e acostumados a vencer. A comissão técnica, que sempre me tratou muito bem, além da torcida, que sem dúvidas é uma das mais apaixonadas do mundo. Então posso afirmar que fiz a melhor escolha da minha vida e estou muito feliz por esse momento que estou vivendo no clube.

Imagem: Flickr oficial do clube


Logo após a decisão de continuar no Clube, você entrou na final do campeonato mineiro e pra muitos mudou a história do jogo. Qual influência, a confiança que o Levir vem demostrando teve para sua decisão?

Ele sempre conversou comigo no dia a dia e sempre me deu bons conselhos. Então isso me deixou bastante a vontade no clube e com confiança pra trabalhar. Quando surgiu a oportunidade de ajudar ele e o clube dei o máximo de mim e graças a Deus conseguimos ser campeões estaduais em 2015 e iniciar muito bem o Brasileiro.

Da sua primeira chance como profissional pra hoje, o Galo conquistou vários títulos. Pra você o que mudou dentro do clube?

Mudou muita coisa. Hoje o clube é reconhecido e respeitado mundialmente. O clube conquistou competições importante e sem dúvidas entra como favorito em qualquer competição que for disputar. Então o Atlético Mineiro é um dos melhores clube do Brasil na atualidade e tenho certeza que ainda vai crescer muito.

“Caiu no horto tá morto”, “Eu Acredito” e a Rua de fogo, são umas das expressões e maneiras da torcida apoiar o time. Qual a influência essas manifestações tiveram dentro de campo ?

Essa é uma marca registrada da torcida do Atlético e quando a massa começa a cantar ela nos faz acreditar no impossível e tirar forças de onde não temos. Sem falar que o time adversário hoje sente muito quando vem jogar no Horto porque sabe que vai enfrentar um caldeirão e uma das torcidas mais apaixonadas do mundo.

Por fim, deixe um recado pra massa que acompanha o blog. O que esperar do Giovanni?


O que eu posso falar é que a massa continue acreditando no meu trabalho porque raça e vontade de vencer não vão faltar. Vou fazer de tudo para continuar dando alegrias pra essa torcida que é maravilhosa. 



Confira o golaço marcado pelo Giovanni na vitória sobre o Sport na voz de pequetito, narrador da rádio globo. 


*Vídeo: youtube

12 de jul de 2015

Galo 2x0 Ponte - Crônica e Avaliação dos jogadores

  Vitória segura do Galo, que completou a sexta vitória seguida e a quarta seguida fora de casa (fato único na história). Com a habitual segurança na marcação, Galo vencer na noite passada com a eficiência na conclusão das jogadas. O time, que em quase momento nenhum levou sufoco ou obrigou o Victor a trabalhar, jogou sério do inicio ao fim e garantiu a vitória. 

  Apesar do bom jogo e do bom momento, o Galo viveu um momento ruim na partida, que o Levir deverá corrigir. Galo passa a errar muitos passes e a cobertura fica fraca a partir dos 20 minutos do segundo tempo. Aconteceu ontem, e também contra o Sport. Nada que gere repercussão por enquanto, pois o trabalho dos zagueiros vem sendo muito satisfatório, mas é um ponto a ser observado tanto por jogadores quanto pela comissão técnica. 

  O Galo com dois volantes é menos brilhante e não encanta tanto os olhos, mas é um futebol seguro e equilibrado, que é o que um campeonato de regularidade exige. Levir teve humildade em reconhecer que o show de um time no Brasil só é reconhecido pela classificação no campeonato, diferente de um campeonato de mata-mata, onde o Galo sobrou em encantamento no ano passado. O elenco é bom, e se todos estiverem em boa fase temos plenas chances de manter o ótimo aproveitamento nas partidas. Contratações são bem vindas, mas que a diretoria não faça nenhuma loucura e traga apenas as peças nas posições carentes do time. Indicaria lateral direito e esquerdo reserva e mais um atacante de ponta. Muito se especulam, mas até agora só nome de meias foram ventilados. Que consultem o Levir antes de trazer alguém, para que o Cárdenas não ganhe um companheiro para jogar dominó. 

Victor (6,5): Sem ser exigido diretamente, Victor fez boas interceptações e bons passes.

Carlos César (5,5): Péssimo jogo do Carlos, que vinha em uma boa sequência, mas não tem regularidade para ser titular do time do Galo.

Leo Silva (6,5): Sofreu com a velocidade do Biro Biro, mas sobrou em vontade e posicionamento para desarmar os atacantes adversários.

Jemerson (7,0): Bem posicionado e com grande técnica, Jemerson fez mais uma grande partida pelo Galo.

Douglas Santos (7,5): Sozinho na marcação do lado esquerdo, Douglas não se complicou e foi seguro durante todo jogo. No fim, com Carlos César mais contido na defesa, saiu para o ataque e fez ótima jogada que reusltou no segundo gol do Atlético.

Rafael Carioca (7.0): Dividindo a responsabilidade de marcação com o Donizete, Rafael se saiu bem alternando a marcação entre o meio e as costas do lateral direito. Sempre tranquilo, ganhou todas sobre o ataque adversário.

Leandro Donizete (7,0): Além das tradicionais bicudas, chutões e a raça de sempre, Donizete ainda deu bons passes e cobriu bem os espaços deixados pelos laterais. Pecou um pouco no segundo tempo, como o restante do time. Talvez o cansaço de jogos e viagens.

Giovanni Augusto (8,0): Melhor em campo, Giovanni vem se destacando como um verdadeiro camisa 10. Dentro de suas limitações, Levir vem explorando bem suas características. Marcou um belo gol para coroar a grande exibição.

Maicosuel (6,0): Mal jogo do camisa 11, dessa vez as arrancadas e dribles não deram certo. Sem a mesma velocidade, faltou folego em vários momentos, que acabaram dificultando a criação das jogadas e facilitando a marcação adversária sobre seus companheiros. O cansaço que nunca parecia chegar, dessa vez pegou Maicosuel, que não teve força para atacar e voltar a marcar.

Thiago Ribeiro (7.5): Mais uma boa partida do Thiago. Crescendo de produção devido a confiança, Thiago tem conseguido emplacar arrancadas e acertar chutes. Artilheiro do time na competição, foi esperto e marcou mais um ontem.

Pratto (7,0): Difícil ver o Pratto jogar mal. Características muito diferente do Tardelli, mas a mesma importância pro time. Pratto é sempre o primeiro a dar combate, se movimenta, abre espaços e acerta ótimos passes e lançamentos. Mesmo com uma finalização no jogo, consegue ser peça fundamental ao ataque.

Imagem: otempo.com.br


Substitutos:

Luan (6,5): A volta do menino maluquinho do Galo foi boa. Quase que com gol, mas teve arrancadas, desarmes e muita vontade por parte do motorzinho do Galo.

Carlos (6,0): Como vem sendo dito, Carlos não consegue fazer bons jogos como ala. Apesar de ir muito mal em cruzamentos e arrancadas, ao menos ajuda bastante na defesa.

Josué (6,0): Entrou pra segurar o jogo já nos minutos finais.

9 de jul de 2015

Galo 2x1 Sport

  Vitória maiúscula do Galo. Talvez a mais importante e o time mais forte que já enfrentamos até então. Apesar do time deles não reconhecer nossa superioridade ou até mesmo que temos um excelente time, o Galo soube usar o fato do Sport ter uma equipe bem montada para enaltecer a grande vitória da noite. Nada de São Paulo ou Palmeiras, e nem o gol do time que estava a beira do Z4 pode ser maior do que a nossa conquistada ontem com 50 mil pessoas na arquibancada. 
  
  O jogo começou bem igual, o Sport fez uma excelente marcação. O Galo por sua vez, apesar de pouco furar o bloqueio, pouco sofria com as investidas do Sport. Foi um primeiro tempo onde a marcação sobressaiu. Segundo tempo, talvez até pelos gols que aconteceram bem no início, o jogo foi muito mais aberto, o que foi bom pro Galo que com 10 minutos estava a frente do placar. Após fazer 2x1, o Galo ainda teve mais 2 ou 3 chances claras de fazer o terceiro gol, mas a partir dos 25 minutos o ritmo do ataque caiu. Thiago Ribeiro e Maicosuel saíram exaustos e as mexidas não surtiram o efeito esperado.  Guilherme e Cárdenas que deveriam prender a bola, não conseguiram ficar com ela muito tempo. Talvez ansiedade e vontade de matar logo a partida tenha feito os dois quererem sempre o passe longo, que é a principal característica de ambos. Pratto ficou isolado e pouco pegou na bola. Mas acabou que ninguém comprometeu, nem mesmos os passes errados do Donizete, porque o jogo acabaria mesmo com o placar de 2 tentos a 1. 

  Próximos jogos serão fora de casa, Se voltarmos com 4 dos 6 disputados será um grande feito para a manutenção da liderança. Que a torcida não fique impaciente com alguns possíveis tropeços, para que a energia vivida ontem no Mineirão dure até o fim do campeonato.

Victor (6,5): Exigido, foi bem, fez ótimas defesas e não teve culpa no gol sofrido.

Carlos César (6,5): Mais contido no campo de defesa por norma do treinador, Carlos César conseguiu marcar o forte lado esquerdo do time do Sport e quase saiu do jogo com uma bela assistência.

Leo Silva (7,0): Foi bem na marcação do centroavante adversário, ganhou pelo alto várias bolas, mas se posicionou mal no gol sofrido.

Jemerson (7,0): Bem posicionado e com grande técnica, Jemerson fez mais uma grande partida pelo Galo.

Douglas Santos (7,0): Bem posicionado e sempre com bons passes, Douglas foi a principal arma do Galo pelo lado esquerdo. Junto de Maicosuel e Giovanni, foi pelo seu lado onde as coisas fluíram para o Galo.

Rafael Carioca (7.5): Nenhum passe errado, Rafael foi o cara do meio campo. Ligação entre ataque e defesa e ainda atuando como um ótimo ladrão de bola.

Leandro Donizete (7,0): Um verdadeiro leão em campo. Leandro foi o cara que fez o time crescer, que destampou o ouvido do time para que se deixassem se contagiar pela torcida. Deu bons passes, roubou e brigou. No fim, já cansado, começou a errar passes, mas sem prejudicar a equipe. Sua volta fez a diferença.

Giovanni Augusto (8,0): .Crescendo de produção, Giovanni fez seu primeiro gol no retorno ao time. Grandes passes, fez bonito também ao finalizar duas vezes com efeito, uma defensável e a outra indefensável.

Maicosuel (8,0): Mesmo sem fazer gol, Maicosuel foi um dos melhores em campo. Bem mais animado e empolgado, Maicosuel vem crescendo de produção e ontem fez mais um belo jogo. Os dribles e arrancadas voltaram a dar certo.

Thiago Ribeiro (7.5): Mais um excelente jogo do camissa 22, que junto da equipe vem crescendo e ajudando bastante a equipe.

Pratto (8,5): Depois de vários jogos sem marcar, Pratto aparaceu quando mais se precisava dele. Com apenas um toque na bola, o atacante argentino fez o seu gol de número 13 com a camisa do Galo.

Imagem: site uol.com.br
Substitutos:

Carlos (6,0): Entrou para ajudar na marcação e jogar pelas pontas, que não é a dele. No fim saiu na frente do gol mas não conseguiu acertar o passe. Faltou apetite ao garoto que vem sendo sacrificado com as lesões dos pontas da equipe.

Guilherme (6,5): Entrou para segurar a bola, mas com o time recuado não tinha pra quem tocar a bola ou fazer lançamentos. Se doou na marcação e ajudou a garantir o resultado.

Cárdenas (6,0): Como diria o Levir, Cárdenas ainda não tem o ritmo para jogar junto dessa equipe intensa do Galo, mas com poucos minutos em campo ele mostrou estar disposto a melhorar e ser útil ao time.